Tudo o que vejo,
Me chama no canto
E me dá poesia.
Olhando atento,
Trabalho palavras, caladas,
Reveladas em negativos da alma.
Em segundos de nossa sobriedade,
Onde tudo tem poesia;
Ainda não lapidada,
Mas é poesia.
É privilégio de poucos atentos,
Escutar segredos do mundo
Livremente confessados
Em visões e versões
Coisas, cores e formatos.
Poesias da vida
Criadas em divindade.
Colocadas a mostra,
Na imensidão deste meu mundo,
Em poesias.